Síndrome do Impostor ou Autocrítica? Entenda por que você acha que é uma fraude
Você pode estar lidando com o Fenômeno do Impostor!
Bernardo de Castro
1/26/20261 min read


Você recebe um elogio e pensa: "Se eles soubessem que eu não sei tanto assim...". Você é promovido e pensa: "Foi sorte, logo vão perceber que erraram". Se esse diálogo interno é familiar, você pode estar lidando com o Fenômeno do Impostor.
Embora não seja um diagnóstico oficial no DSM-5, é um padrão cognitivo e comportamental amplamente estudado e muito frequente em ambientes de alta performance. Na TCC, entendemos o impostor não como "humildade excessiva", mas como um erro de processamento de informações — especificamente, um viés de atribuição.
A lógica distorcida do impostor
Pessoas com esse perfil tendem a externalizar o sucesso ("consegui porque tive ajuda/sorte/o projeto era fácil") e internalizar o fracasso ("errei porque sou incompetente"). Judith Beck explica que isso fortalece uma Crença Central de Inadequação.
Isso gera o "Ciclo do Impostor":
- Tarefa nova surge: Ansiedade dispara.
- Sobrevigilância/Overpreparation: Você trabalha o triplo do necessário para garantir que não vai falhar.
- Sucesso: O resultado vem positivo.
- Descarte: Em vez de satisfação, você sente apenas alívio momentâneo e pensa: "Ufa, enganei eles mais uma vez".
Como a TCC intervém?
O tratamento envolve a reestruturação cognitiva: aprender a coletar evidências objetivas da sua competência e separar sentimentos ("sinto que sou uma fraude") de fatos ("meus resultados mostram competência"). A sensação de fraude é um sintoma da ansiedade, não uma prova da realidade.
Referência: Clance, P. R., & Imes, S. A. (1978). The imposter phenomenon in high achieving women: Dynamics and therapeutic intervention.
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