Ciúmes ou Insegurança? Como identificar o que está desgastando sua relação
O ciúme é uma emoção universal, enraizada na evolução como um mecanismo de proteção de vínculos importantes.
Bernardo de Castro
1/26/20261 min read


O ciúme é uma emoção universal, enraizada na evolução como um mecanismo de proteção de vínculos importantes. Porém, quando excessivo, ele deixa de proteger e passa a destruir. Na clínica, diferenciamos o ciúme pontual do ciúme patológico ou obsessivo, que é alimentado por distorções cognitivas.
O ciclo cognitivo do ciúme
Na TCC, observamos que o ciúme é ativado por pensamentos automáticos de ameaça ("Ele está interessado nela", "Vou ser trocado") e crenças centrais de desamor ou abandono ("Não sou bom o suficiente", "Sempre serei deixado").
Esses pensamentos geram comportamentos de segurança: checar celular, interrogar o parceiro, vigiar redes sociais. Esses comportamentos trazem um alívio imediato da ansiedade, mas a longo prazo corroem a confiança e sufocam o parceiro — o que pode, ironicamente, provocar o afastamento que se temia (a profecia autorrealizável).
Reflexão terapêutica:
Segurança relacional não vem da certeza absoluta sobre o outro (que é impossível), mas da tolerância à incerteza e da autoconfiança. O foco da terapia é fortalecer a autoestima do indivíduo para que ele se sinta capaz de lidar com a vida, com ou sem o relacionamento, reduzindo assim a dependência ansiosa.
Referência: Leahy, R. L. (2010). Beat the Blues Before They Beat You: How to Overcome Depression. (Leahy tem extensa obra sobre ciúmes e regulação emocional).
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